17 de dezembro de 2014

"de uma aldeia perto de Moura"..... eu que não sou cá de intrigas ;)

-Então és de onde?
-Sou da Amareleja!
Respostas/ reações possíveis:

1- Ahhh a terra mais quente do país! (e fica resolvido).

2- E isso fica onde? perto de quê?

- Baixo Alentejo perto de Moura e Barrancos!
Há os que assim chegam lá e há os que nem com o google maps.

Não quero com isto manchar ou tentar rebaixar esta grande senhora do teatro, até porque seria impossível tendo em conta todo o seu talento e currículo, não ia ser por nem sempre dizer de onde é que ia deixar de ser uma grande atriz. 
Custa-me entender algo que para mim é tão natural como respirar.
Acho que é a primeira vez que vem assim "escarrapachada" a sua terra natal (uma vez num programa da sic também disse) ok afinal já são duas vezes. 
Não faço ideia o porque de não dizerem simplesmente A-M-A-R-E-L-E-JA! não custa! Não dói! É tão feiinho renegar a terra onde se nasceu ou se foi criado mas enfim, cada um sabe de si.  
Tento em conta que o cante alentejano foi proclamado património mundial da humanidade talvez passe a ser chique ser se Alentejano/a, é esperar para ver tudo a alterar no facebook Lx por Alentejo eheheheeheh.
Desde sempre que tenho gosto e  faço questão de dizer de onde sou, não sou nem mais nem menos por isso, até porque eu, é praticamente  impossível negar,  é abrir a boca e pronto...

Pessoas- És alentejano?

Eu- Nota-se assim tanto? ahahahahaah

P.S Não, não tenho nenhum daqueles autocolantes  no carro a dizer " Orgulho em ser Alentejano".

O Natal do Texugo Rabugento

Próxima sexta-feira, 19 de dezembro, às 15:00.
Esta representação é organizada e dinamizada pelas trabalhadoras do Pólo da Ludoteca Municipal de Amareleja e da Biblioteca Municipal Urbano Tavares Rodrigues - Pólo de Amareleja.
A entrada é gratuita e aberta a todas as idades!

16 de dezembro de 2014

Katmandu e Jacarandá

 Estes dois exemplares da espécie de felino mais ameaçada do mundo já se encontram em "liberdade" num cercado na região de Mértola para se aclimatarem ao nosso habitat mediterrâneo. Vamos todos torcer e colaborar com eles para que esta reintrodução seja um sucesso.
Boa sorte gatinhos das barbas ;)


Há que estar atento, temos mais um sinal de transito.



 Fotos retiradas daqui https://www.facebook.com/linceibericolynxpardinussos?fref=ts

11 de dezembro de 2014

Em busca do amanita muscaria perdido...

Os exemplares que se seguem foram encontrados no Baldio das Ferrarias, praticamente todos na mesma área, só faltou mesmo o "velhaco" do Amanita muscaria.

Lepista nuda



Macrolepiota procera



Russula sp.


"Anel de fada" quase completo, só não sei que espécie é.
 
   

Mycena acicula (?)




 Amanita pantherina (?)


Gymnopilus junonius


Obrigado ao Carlos Vila-Viçosa e José Andrade pelas identificações corretas.


13 de novembro de 2014

Vento d'um ca#%&#!




AVISO À POPULAÇÃO

AVISO AMARELO DE PRECIPITAÇÃO E DE RAJADA MÁXIMA DE VENTO E
AVISO LARANJA DE PRECIPITAÇÃO

O Serviço Municipal de Proteção Civil informa que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu aviso AMARELO de precipitação devido a chuva forte que poderá passar a aguaceiros para o período entre as 15:00 e as 18:00 de hoje, 13 de novembro, e entre as 00:00 e as 03:00 de amanhã, 14 de novembro, e aviso AMARELO devido a rajada máxima de vento desde as 13:00 do dia de hoje até às 00:00 de 14 de novembro.
O IPMA emitiu ainda aviso LARANJA para o período entre as 18:00 de 13 de novembro e as 00:00 de 14 de novembro devido a períodos de chuva, por vezes forte, com a possibilidade de ocorrência de fenómenos extremos de vento.

Moura, 13 de novembro de 2014
O SERVIÇO MUNICIPAL DE PROTEÇÃO CIVIL

(Copiado do fb da CMM)

7 de novembro de 2014

8/11

Os 2, 3, 4 ou 5 nem dás por eles, simplesmente sabes que os tiveste.
Entendeste por gente e já estas na escola, aí começas por pedir 9 ou 10, pq os mais fixes são os da 3ª ou 4ª classe.
Com 10 queres os 14, pq anseias ser mais velho, é tão mais à frente (e parôlo!), a meio pedes os 16 talvez pq é a idade do teu irmão mais velho e essa idade é bué cool, já neste patamar queres os 18..... meus Deus! quero tirar a carta --'
Os 21 por favor!! quero ter a carta de pesados de passageiros (mentira), enfim... quando aqui chegas, esquece! passam e passam...
E vai só mais um.
 
 

5 de novembro de 2014

5 aniversário

 Não são um  nem dois, são 5!  
Dia 3 de Novembro esta coisa  celebrou mais um aniversário e eu quase que me esquecia.

Um obrigado para os que ainda por aqui passam.





22 de outubro de 2014

Ninhos de cegonhas em Portugal aumentaram 50% em dez anos

único casal existente dentro do perímetro urbano da Amareleja bem que tem contribuído para este aumento, há pelo menos 3 anos consecutivos  que são 4  os juvenis que chegam no mínimo  à idade de voar. 


O post que se segue é uma cópia integral da noticia no jornal   "Público" 

Dois problemas ambientais, o lixo e a praga dos lagostins vermelhos, continuam a convencer a cegonha branca a ficar no país, ao invés de migrar para África.

O número de ninhos de cegonhas brancas em Portugal aumentou cerca de 50% na última década, segundo os resultados preliminares do censo nacional da espécie realizado este ano. E, ironicamente, os principais responsáveis por este sucesso são dois problemas ambientais: o lixo e a praga dos lagostins vermelhos.

Cerca de uma centena de técnicos profissionais e voluntários percorreram o país entre Março e Junho e contaram 11.694 ninhos de cegonha ocupados de norte a sul do país. São cerca de 4000 a mais do que em 2004, quando foi realizado o censo anterior. Já entre 1994 e 2004, tinha havido um aumento semelhante no número de ninhos.

Os dados dos censos realizados pelo Instituto para a Conservação da Natureza e Florestas (ICNF), juntamente com vários parceiros, são apenas a expressão numérica do muito que tem mudado na vida das cegonhas brancas em Portugal. Durante parte do século XX, a sua população diminuiu de modo preocupante, sem se saber bem por quê. Em 1984 foram contados 1533 ninhos, quando no final dos anos 1950 eram 3490. Vaticinou-se que, com o ritmo a que os números estavam a cair, a ave rapidamente desapareceria de Portugal.

Lançaram-se campanhas para proteger a espécie (Ciconia ciconia), mas o que a fez recuperar foram outros motivos. O principal terá sido o facto de cada vez mais casais permanecerem todo o ano em Portugal. Antes, a maior parte da população migrava no Outono/Inverno rumo a África, em busca de alimento. Não era uma empreitada sem riscos. Pelo contrário, muitas aves acabavam por morrer durante a viagem ou eram abatidas no destino, alvo da caça descontrolada.





O que fez as cegonhas brancas desistirem de migrar foi a presença cada vez maior de alimento em Portugal. As aves acostumaram-se a verdadeiros banquetes nas lixeiras que proliferaram no país e, mais tarde, nos aterros sanitários que as substituíram. Ali caçam animais, como insectos e ratos, ou comem os restos de comida que estão no lixo. “Têm sempre alimento”, afirma o ornitólogo Vítor Encarnação, do ICNF, que coordenou o censo das cegonhas.

As cegonhas também passaram a ter no seu menu o lagostim vermelho da Luisiana (Procambarus clarkii), um crustáceo originário do sudeste dos Estados Unidos, introduzido em aquaculturas em Espanha na década de 1970 e que rapidamente se espalhou por toda a Península Ibérica. Hoje é considerado uma praga, com efeitos particularmente nefastos sobre os arrozais, cujos sistemas de drenagens são prejudicados pelos túneis que o lagostim escava. Para as cegonhas, porém, são um pitéu.

Tantas iguarias convenceram as aves a fixarem residência em Portugal. “A cegonha está a progredir graças às lixeiras e aos lagostins”, garante Vitor Encarnação. “É uma espécie oportunista, com grande capacidade adaptativa. Ela aprende rapidamente que tem cá recursos e não precisa de fazer a viagem a África”, explica o especialista, que está à frente do Centro de Estudo de Migração e Protecção de Aves, do ICNF.

Em 1995, foram contadas 1187 cegonhas a passar os meses de Outubro e Novembro em Portugal, ou seja, que não migravam para África. Em 2008, eram já cerca de 10.000, segundo números citados no livro O Regresso da Cegonha Branca, do ornitólogo Gonçalo Rosa e do fotógrafo Luís Quinta.


Há uma dose de ironia no facto de não terem sido medidas de conservação, mas sim mazelas ambientais, a retirarem as cegonhas brancas do perigoso caminho da extinção para torná-las abundantes no país. Para Luís Costa, director executivo da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA), esta não é, porém, uma leitura completamente justa. “Há uma legislação que cada vez mais protege as aves em geral”, afirma. No passado, matar aves selvagens, assim como pilhar ou destruir ninhos, eram actos mais comuns, sem vigilância ou penalização.

Além disso, outros factores relacionados com a actividade humana estarão a prejudicar as cegonhas, ao invés de ajudá-las. Os dados preliminares do último censo mostram que, em muitos concelhos do interior, o número de ninhos está a diminuir. Em Mourão, houve uma quebra de 34% entre 2004 e 2014. Em Barrancos, a quantidade caiu para a metade e em Aljustrel baixou 11%.

Isto tem a ver com alterações na agricultura, nomeadamente a instalação de olival intensivo e de pivôs de rega para o milho”, refere Vitor Encarnação. Nos olivais intensivos, explica o coordenador do censo das cegonhas, as árvores são de pequeno porte, pouco adequadas à sustentação de ninhos que podem pesar algumas centenas de quilos. E por baixo das oliveiras, há pouca vegetação e pouco alimento. Já os pivôs de rega exigem que o terreno esteja completamente livre de árvores.

Muitos ninhos são retirados deliberadamente de postes eléctricos de média e baixa tensão da EDP. Na última década, a empresa identificou mais de 2500 ninhos em situação de risco – ou para a linha eléctrica, ou para as próprias cegonhas. Nestes casos, sobretudo se os postes são pequenos, a única alternativa é a remoção, feita com autorização do ICNF. Nalguns casos, são instaladas plataformas artificiais próximas dos antigos ninhos.

Nas torres das linhas de alta tensão das Redes Energéticas Nacionais (REN), no entanto, a concentração de cegonhas tem vindo a aumentar.

Enquanto os ninhos diminuíram nalguns concelhos, noutros houve grandes aumentos. Évora tinha 469 ninhos em 2004. Em dez anos, o número mais do que dobrou para 1060 – a maior concentração em todo o país. Em Beja, eram 250 e passaram a 577.

Nos distritos de Évora e Beja estão 44% dos casais nidificantes de cegonhas de todo o país. Há 1767 ninhos novos em relação a 2004. Houve aumentos significativos também em Santarém (707 ninhos novos), Coimbra (436) e Aveiro (370). Nestes últimos dois casos, a influência do efeito lagostim em zonas de arrozais, próximo de estuários, terá sido determinante.

Outras aves também estão a beneficiar do alimento fácil nestas áreas, como a ibis preta (Plegadis falcinellus). “Antes eram raras, agora é fácil vê-las nos estuários”, afirma o director executivo da SPEA – que foi uma das organizações que colaborou no censo das cegonhas, juntamente com o Centro de Estudos da Avifauna Ibérica e as associações Quercus, Liga para a Protecção da Natureza e A Rocha Portugal.
inhos de cegonha branca estão a aparecer onde antes não existiam, como nos distritos de Braga e de Viana do Castelo. Mas, no geral, a distribuição da espécie mantém-se mais ou menos a mesma, presente em grande parte do país, mas ausente das zonas mais montanhosas ou com florestas mais densas, no interior centro e norte.

Até que ponto o número de cegonhas brancas vai continuar a subir em Portugal, é algo que ninguém sabe dizer. O principal factor limitante serão os locais apropriados para se fazerem ninhos. “O número de sítios não é infinito”, refere o director executivo da SPEA.
Nos últimos 20 anos, o crescimento tem sido linearmente constante, a uma taxa média de cerca de 4000 novos ninhos por década. “Até quando isto vai durar, não sei dizer”, diz Luís Costa.