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12 de dezembro de 2013

Devolução à Natureza 8 grifos (Gyps fulvus) e 1 abutre-negro (Aegypius monachus).

Foi na passada sexta-feira, dia 6, que todos eles voltaram ao seu habitat natural de onde nunca deveriam ter saído, mas por inexperiência,  cansaço ou fome tiveram que ter uma ajudinha dos técnicos do RIAS para voltarem à sua forma física natural. Foram recolhidos na região do Algarve,  nos mais diversos locais, um no aeroporto de Faro outro na A22 entre outros sítios. 

Aegypius monachus requer especial atenção 

Foram todos anilhados e marcados com bandas alares, por isso já sabem, se os virem comuniquem! 

Aqui nas respectivas caixas, devidamente cobertas para evitar qualquer tipo de stress 
 Sim sim! Também dei uma mãozinha.


 Enquanto eram marcados foram feitos alguns esclarecimentos à cera da sua biologia, neste era sobre o bom estado das penas.

O primeiro a ir à sua vida foi baptizado de "Garducho"

2 de setembro de 2013

Avifauna do Baldio das Ferrarias

É uma lista pensada há já algum tempo, mas só agora saiu à cena. Não tem como base  dados científicos, apenas pesquisas bibliográficas,  observações de exemplares das espécies (minhas e de outras pessoas), chamamentos/ cantos ouvidos e outros vestígios encontrados. 
Estas espécies não estão restritas à zona do Baldio, alias, algumas  nem ocorrem no Baldio propriamente dito, usam-no como local de passagem, alimento, movimentações e dormitório, exemplo disso podem ser as rapinas, os pombos- torcazes e os tordos, já outras são residentes como por exemplo os chapins, pegas- rabudas  e as rolas- turcas.
Há espécies que só se observam no Baldio devido à proximidade com zonas de Montado, habitat tipicamente mediterrâneo,  na zona do Monte da Paz, do Monte de Estepa, das Tapadas e dos Arrochais, são  zonas próximas ou adjacentes ao Baldio das Ferrarias.
É fácil encontrar aves no Baldio, basta estar atento, mas com maior facilidade as encontrará junto das albufeiras, pela razão mais que óbvia e no Mirante, por ser um sitio elevado com uma vista bastante abrangente.
As espécies com um "*" à frente, são aquelas em que não posso afirmar com certeza absoluta a sua ocorrência no Baldio, pois as observações ou vestígios que revelam a sua existência não são totalmente fiáveis. 


Informação detalhada de todas as espécies aqui

Alguma coisa a acrescentar ou rectificar é só dizer.


  1. Abelharuco-europeu (Merops apiaster)                        
  2. Abibe (Vanellus vanellus)
  3. Abutre-preto (Aegypius monachus)
  4. Açor (Accipiter gentilis)*
  5. Águia-calçada (Hieraaetus pennatus)
  6. Alcaravão (Burhinus oedicnemus)
  7. Alvéola-amarela (Motacilla flava)*
  8. Alvéola-branca (Motacilla alba)
  9. Alvéola-cinzenta (Motacilla cinerea)*
  10. Andorinha-das-chaminés (Hirundo rustica)
  11. Andorinha-das-rochas (Ptyonoprogne rupestris)
  12. Andorinha-dáurica (Cecropis daurica)
  13. Andorinhão-preto (Apus apus)
  14. Borrelho-pequeno-de-coleira (Charadrius dubius)
  15. Bufo-pequeno  (Asio otus)*
  16. Bufo-real (Bubo bubo)*
  17. Cartaxo-comum (Saxicola rubicola)
  18. Chamariz (Serinus serinus)
  19. Chapim-azul (Cyanistes caeruleus)
  20. Chapim-de-poupa (Parus cristatus)
  21. Chapim-rabilongo (Aegithalos caudatus)
  22. Chapim-real (Parus major)
  23. Chasco-ruivo (Oenanthe hispanica)
  24. Coruja-das- torres (Tyto alba)
  25. Corvo-comum (Corvus corax)
  26. Cotovia-arbórea  (Lullula arborea)
  27. Cotovia-de-poupa (Galerida cristata)
  28. Cuco-canoro (Cuculus canorus)
  29. Cuco-rabilongo (Clamator glandarius)
  30. Estorninho-preto (Sturnus unicolor)
  31. Felosa-comum (Phylloscopus collybita)
  32. Fuinha-dos-juncos (Cisticola juncidis)
  33. Gaio (Garrulus glandarius)
  34. Garça-branca-pequena (Egretta garzetta)
  35. Garça-real (Ardea cinerea)
  36. Grifo (Gyps fulvus)
  37. Grou comum (Grus grus)
  38. Guarda-rios (Alcedo atthis)
  39. Maçarico-das-rochas (Actitis hypoleucos)
  40. Maçarico-bique-bique (Tringa ochropus)
  41. Melro-preto (Turdus merula)
  42. Milhafre-preto (Milvus migrans)
  43. Milhafre-real (Milvus milvus)
  44. Mocho-galego (Athene noctua)
  45. Mocho-d’orelhas (Otus scops)*
  46. Noitibó-de-nuca-vermelha (Caprimulgus ruficollis)
  47. Papa-figos (Oriolus oriolus)
  48. Pardal-comum (Passer domesticus)
  49. Pato-real (Anas platyrhynchos)
  50. Pega-azul (Cyanopica cyanus)
  51. Pega-rabuda (Pica pica)
  52. Peneireiro-vulgar (Falco tinnunculus)*
  53. Perdiz-comum (Alectoris rufa)
  54. Pernilongo  (Himantopus himantopus)
  55. Pica- pau-galego (Dendrocopos minor)
  56. Pica-pau-malhado-grande (Dendrocopos major)
  57. Pica-pau-verde (Picus viridis)
  58. Picanço-barreteiro (Lanius senator)
  59. Picanço-real (Lanius meridionalis)
  60. Pintarroxo-comum (Carduelis cannabina)
  61. Pintassilgo (Carduelis carduelis)
  62. Pisco-de-peito-ruivo (Erithacus rubecula)
  63. Pombo-torcaz (Columba palumbus)
  64. Poupa (Upupa epops)
  65. Rola-brava (Streptopelia turtur)
  66. Rola-turca (Streptopelia decaocto)
  67. Tentilhão-comum (Fringilla coelebs)
  68. Tordo-comum (Turdus philomelos)
  69. Toutinegra-de-barrete-preto (Sylvia atricapilla)
  70. Trepadeira-azul (Sitta europea)
  71. Trepadeira-comum (Certhia brachydactyla)
  72. Trigueirão (Emberiza calandra)
  73. Verdilhão (Carduelis chloris)



Ilustrações retiradas do google

22 de agosto de 2013

"Preservação do Património Natural"

É um tema que pela Terra do Sol aparentemente é respeitado e valorizado, pena ser só aparentemente. 
Há uns tempos foi demolida a antiga fabrica de moagem, na qual existiam dois ninhos habitados de Cegonha- branca (Ciconia ciconia), o que é que foi feito para preservar esses dois casais de cegonhas que nidificavam no edifício há décadas? NADA! 

Basta visitar-mos outras localidades e reparar em Igrejas e Torres, em que depois de algum tipo de intervenção no edifício, são colocadas estruturas adequadas para que as aves voltem a construir os seus ninhos. Por estas bandas não se perde tempo com isso, preservar as Cegonhas para que?? Não interessam a ninguém!

Esta semana foi a vez das Corujas- das- torres (Tyto alba), dos Andorinhões- pretos (Apus apus) e das Gralhas- de- nuca-cinzenta (Corvus monedula), estas ultimas habitantes bem recentes, só começaram a nidificar na nossa vila há pouco mais que 4 a 5 anos. A ordem de despejo teve lugar na Torre do Relógio, onde se estão a selar as cavidades existentes nas paredes da infraestrutura, isto porque os habitantes mais numerosos e incómodos não são os que referi a cima, mas sim as centenas de pombos que ali proliferam.

 Resolver o problema dos pombos, sim! isso é inquestionável,  era suficiente colocar uma rede a impedir a entrada deles nas cavidades. Não há necessidade de impedir que outras aves nidifiquem, apesar de nenhuma das espécies estar ameaçada, tem grande importância a nível ecológico (Coruja- das- torres controla o número de roedores, sendo assim um grande aliado dos agricultores), não custava nada ter deixado abertas as cavidades onde estas espécies nidificam, mas enfim é o que temos por cá, (Importantíssimo, sim, é preservar os Falcões- peregrinos e as Cegonhas- pretas no Baldio das Ferrarias ahahahahah grande piada!).

 Isto para não falar na preservação do edifício... já era altura de planear algo que vá de encontro à sua utilização actual, em vez de se andar a cimentar aqui e ali, a fazer alpendres com chapas de lusalite etc. "Aquilo" era para ser uma das, se não a principal igreja da nossa terra, há que lhe ser dado o respectivo valor. Noutro local já teria sido reabilitada como Igreja ou sala de espectáculos.
 Afinal não queria falar da preservação do edifício e acabei por falar, que chatice!

Aqui desde que me lembro de ser gente e ter o gosto pelas aves nidificou um casal de Corujas-das- torres, foi este o ultimo ano que nidificaram.



Na Primavera/ Verão nesta abertura era um entra e saí de Andorinhões- pretos todas as tardes, já não entra mais nenhum.

19 de julho de 2013

Percurso Pedestre ROTA Do SOL Amareleja


Hoje em dia quase que se faz tudo pelo Facebook, também recorri à referida rede social para que alguém me esclarecesse uma duvida, mas nunca cheguei a obter resposta. 
Como tenho ido todas as tardes para o baldio dar uma voltas de bike,  consegui confirmar mais algumas espécies de aves que por lá ocorrem, então lembrei-me novamente do assunto.

A duvida é a seguinte:
"Boas! Finalmente algo é feito para promover e dar mais que a utilidade da Segunda-feira de Pascoa ao Baldio, está de Parabéns quem teve tal iniciativa. Agora, gostava que me esclarecessem uma coisa, em que dados ou observações se basearam para poderem dizer que no Baldio podemos observar o Falcão- peregrino e a Cegonha- preta?"
(Comentário via Facebook)



16 de junho de 2013

Cegonhas Amarelejenses

Este ano no cimo da torre há 4 crias de Cegonha- branca (Ciconia ciconia).

E já exercitam as asas.

18 de janeiro de 2013

A minha 2ª Águia- real (Aquila chrysaetos)

Foi esta segunda-feira, junto ao rio Ardila que vi claramente o meu 2º exemplar de Águia- real, segundo soube é um sub- adulto.


 Aqui foi a 1ª vez que vi e soube o que estava a ver, passou-se  em 2011.


17 de julho de 2012

Banquete de Grifos

Foi há coisa de duas semanas,às portas da Amareleja, junto ao caminho de acesso à central Fotovoltaica (com pouco era no meio do Regato ). Um autentico banquete! Eram 23 Grifos (Gyps fulvus), e 3 convidados especiais Abrutres- pretos (Aegypius monachus), e como em todas as festas, os penetras do costume, Milhafres- pretos (Milvus migrans), Corvos (Covus corax) e Pegas (Pica pica).

Prontos para a aterragem


Refeição servida, "Ovelha ao soli"


Aqui depois de um cão ter acabado com as festas (dos Grifos e a minha).


19 de junho de 2012

Pica-pau-malhado-grande (dendrocopos major)

É uma espécie que se encontra mais próximo de nós do que podemos imaginar, basta estar atento ao postes telefónicos juntos das estradas da nossa zona, ou então dar um saltinho ao Baldio das Ferrarias e procura-los ou esperar que eles se mostrem ou se façam ouvir. No Baldio esta espécie é garantida assim como o Pica-pau-verde picus viridis, Peto- verde como está nos livros.
O voo ondulante deste pica-pau, o seu chamamento áspero ou o seu tamborilar são geralmente o primeiro 
sinal da sua presença. Esta ave pousa geralmente nos troncos das árvores, mas também aprecia velhos 
postes telefónicos, à beira da estrada.

Ninho e respectivo proprietário, junto da 1ª albufeira no Baldio.

Devido aos seus hábitos florestais, e às características destes habitats, esta espécie pode ser de difícil observação, e passível de ser confundida com o seu congénere pica-pau-galego. Diferencia-se sobretudo pelas maiores dimensões, e, no caso dos machos, pela presença de uma mancha vermelha na nuca, bem contrastante com o padrão preto e branco do resto do corpo, e pela tonalidade avermelhada do abdómen. Os juvenis possuem um capucho vermelho que os pode fazer confundir com a congénere mais pequena, mas, quando em voo, as “janelas” brancas nas asas são bastante visíveis e permitem uma identificação segura. É bastante comum escutar o tamborilar acelerado desta espécie, sendo audível a grandes distâncias, como se tratasse de uma matraquear violento e rápido.
O pica-pau-malhado-grande é residente em Portugal e na maioria dos locais onde ocorre está presente ao longo de todo o ano. Ainda assim, parece haver alguma dispersão nos meses de Verão, havendo então observações em locais junto à costa onde habitualmente não ocorre. É uma espécie comum ao longo dos habitats florestais do nosso território, especialmente em carvalhais, pinhais, sobreirais e azinhais. É raro ou está ausente em planícies desarborizadas e em zonas montanhosas, acima dos 1000 metros.

Outro exemplar num poste junto da Estrada Nacional 385.

Ninho num cipreste no Baldio das Ferrarias.




16 de maio de 2012

Águia-cobreira (Circaetus gallicus)

Esta enorme águia, que se especializou na captura de répteis, especialmente cobras. A brancura das partes inferiores é certamente o aspecto que mais  chama a atenção na plumagem desta águia. A coloração dos  indivíduos é, contudo, bastante variável, havendo-os quase  totalmente brancos e os que têm a cabeça escura com as asas  sarapintadas. As partes superiores são castanhas e, quando a ave  é vista de perto, reconhece-se também o olho amarelo.
A águia-cobreira distribui-se de norte a sul do país. Ocorre  geralmente em densidades bastante baixas, não havendo  nenhuma região que se destaque particularmente no que diz  respeito à abundância desta espécie, embora de uma forma geral  esta seja mais comum no interior que no litoral. As áreas pouco  habitadas, onde as manchas arborizadas alternam com espaços  abertos, são aquelas onde a águia-cobreira é mais frequente. É  uma espécie estival, que chega geralmente em Março e parte em  Setembro. Ocasionalmente é vista em pleno Inverno.

     Individuo fotografado na zona da Granja, margens do Alqueva.
                                         
     Individuo fotografado nas margens do rio Ardila



16 de setembro de 2011

Dormitório de Estorninhos- pretos (Sturnus unicolor)

São milhares! E ao pôr do sol agrupam-se num canavial para passar a noite, chegam ao local aos poucos, em pequenos bandos, depois empoleiram-se como podem  e tem inicio uma "conversa" de chilreios que se prolongam até muito depois do sol ter desaparecido no horizonte. As fotografias não estão como esperava, pois os malvados só apareceram ao lusco fusco. Posicionei-me num dos extremos do canavial, reparei que é dos últimos locais a ser ocupado, certamente estão mais protegidos no interior.
Aqui ficam os resultados




O vídeo é bem mais elucidativo daquilo que se passa no canavial.

10 de julho de 2011

Guarda-rios (Alcedo atthis)

"uma flecha azul à superfície da água"





Inconfundível. Muitas vezes é detectado quando faz  o seu voo rasante e directo. Quando pousado,  pode ser facilmente reconhecido pelo dorso e  pelas asas azuis e pelo peito e ventre cor-de- laranja. Pousa frequentemente em pequenos  postes ou ramos secos, junto à água, a partir de  onde pratica a caça à espera. Por ser uma ave tão colorida, é bem conhecida das  populações, que por isso baptizaram esta espécie  com pelo menos vinte e cinco nomes diferentes.  Eis alguns deles: chasco-de-rego, espreita-marés,  freirinha, juiz-do-rio, martinho-pescador, passa- rios, pica-peixe, piçorelho, pisco-ribeiro, rei-do-mar

8 de junho de 2011

Cegonhas da nossa terra

A emblemática Cegonha- branca presente em quase todas as vilas e aldeias do nosso país. Os dois casais que nidificam na terra do sol este ano foram muito bem sucedidos três juvenis cada.
Outrora mais numerosas, pois ainda me lembro de existirem dois ninhos na Torre e outros dois na fabrica, hoje em dia são apenas três casais, o que não visitei tem o ninho numa estrutura colocada para o efeito, junto das antenas de telecomunicações.

Apresento-vos  o ninho da Torre do Relógio desde que me entendo por gente que este ninho existe. Este ano com três juvenis, já bem desenvolvidos.


 Aqui são as das ruínas da antiga fábrica de moagem, fiquei com a impressão que um pouco mais velhas que as anteriores, pelo tamanho e também porque já testam as suas asas  exercitando o voo.

29 de maio de 2011

Espécies novas (nos meus olhos)

Pensei que fossem patos domésticos, pois estavam relativamente perto da aldeia da Estrela, fui até lá em trabalho,por isso só deu para isto, tenho que voltar lá, pode ser que andem por ali. 


Visualizei a espécie há já algum tempo, eram vários exemplares (machos e fêmeas) e encontrei-os numa pequena charca perto da Estação Biológica do Garducho.


Os registos  não ficaram nada de especial, os modelos não quiseram pousar para a foto, antes pelo contrario fizeram questão de desaparecer rapidamente, quase nem dando tempo para os conseguir apanhar.

26 de maio de 2011

Diga NÃO à caça ao Melro

Sem comentários!







Os caçadores vão poder matar, por dia, 40 melros, aves emblemáticas e até agora protegidas por lei. A medida está a chocar as associações do sector, que garantem que tal não foi negociado na definição do calendário venatório para os próximos três anos.
«Abrir caça ao melro não faz sentido, nem do ponto de vista da caça, nem do ponto de vista gastronómico. Nenhum caçador se sentirá bem ao abater este ‘pássaro de jardim’», defende Helder Ramos, da Federação Portuguesa de Caçadores (APC), acusando a Autoridade Florestal Nacional (AFN), que elabora o calendário e define as espécies que podem ser abatidas, de ter agido à revelia das negociações com as associações: «Esta inclusão nunca foi colocada em cima da mesa».
Por outro lado, o dirigente avisa que está em causa uma caça perigosa, pois «o melro tem um voo baixo, ao nível do tórax do caçador, e costuma andar em zonas arborizadas, o que leva a um aumento de tiros com poucas condições de segurança».
Os ambientalistas, por seu lado, acreditam que a inclusão do melro como espécie cinegética (definida numa portaria publicada a 7 de Abril) só pode ser engano. «Não faz qualquer sentido, do ponto de vista técnico, considerar o melro uma espécie cinegética. Só admitimos que seja um erro, uma gralha», reage Samuel Infante, da Quercus, esperando que o assunto seja «rapidamente resolvido».
A opinião é partilhada por Carlos Cruz, da Liga de Protecção da Natureza, (LPN). «Só pode ser incompetência grave de alguém», considera o ornitólogo, e questiona: «Como é que alguém vai disparar contra um melro? A seguir serão os pardais?»
Mas, para Jacinto Amaro, presidente da Fencaça, há uma explicação: a tutela quer usar os caçadores para acabar com a praga de melros que existe no país desde 1986, e que, entre muitos outros problemas, destrói produções frutícolas: «Isto é a AFN a tentar livrar-se de um problema – o de ter de passar milhares de autorizações especiais aos agricultores para que possam espantar os melros das suas produções».
Esta ideia é, no entanto, liminarmente rejeitada pelos especialistas que lembram não existir dados conclusivos sobre a quantidades de melros em território nacional.
«Em primeiro lugar, não é aos caçadores que cabe o controlo sanitário; em segundo, os melros são uma espécie comum, sim, estão bem distribuídos por todo o território, mas nenhum dado científico aponta para o seu aumento ou diminuição», responde Helder Costa, autor do único estudo sobre este pássaro feito nos últimos anos em Portugal (publicado no Atlas das Aves, de 2008, pelo Instituto de Conservação da Natureza).
O ornitólogo e antigo presidente da Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves (SPEA) sublinha que «apenas daqui a alguns anos serão conhecidos quais dados estatísticos relativos aos melros», uma vez que o comportamento destes pássaros está agora a ser estudado por aquela entidade. Por isso, também critica a inclusão do melro no calendário, considerando a decisão «estranhíssima». «Os fundamentos técnicos, a existir, estão no segredo dos deuses», conclui. A medida começa a ser aplicada já na próxima época de caça, no caso dos melros, de Novembro a Fevereiro.

Se alguém quiser assinar a Petição faça favor!

3 de maio de 2011

Abelharuco (Merops apiaster)

Consegui fotografar um arco-íris com asas!
Depois de umas horinhas dentro de um abrigo ao sol, no qual nunca esperei que tivesse tanto calor, registei este belo exemplar de Abelharuco que vigiava a sua parceira enquanto ela escavava o seu ninho na margem do rio Ardila na zona de santo Amador.


 Inconfundível. É uma ave terrestre de tamanho médio, ricamente colorida. Os aspectos mais característicos são a garganta amarela, o peito e o ventre azulados, o dorso vermelho e a máscara preta. A cauda é comprida, com as duas penas centrais a destacarem-se das restantes.
O abelharuco é estival e chega geralmente a Portugal no início de Abril (por vezes em finais de Março) e está presente até ao mês de Setembro. É comum em quase toda a região a sul do Tejo, enquanto que para norte deste rio é menos comum e se distribui sobretudo pela metade 
interior do território, nas zonas de influência mediterrânica (Beira Baixa, Beira Alta e Trás-os-Montes).



http://www.avesdeportugal.info/merapi.html

1 de maio de 2011

Ninho de coruja-das-torres

Há algum tempo atrás num dos meus passeios  encontrei um ninho de coruja-das-torres (Tyto alba) num monte que pertence à minha família. As corujas apoderaram-se de um caixote de fruta que eu tinha colocado junto ao telhado do palheiro para os pombos pudessem construir o seu ninho, foi o que aconteceu durante algum tempo, mas agora já lhe perderam o direito!
Quis logo fotografa-las, pois são das minha aves favoritas, informei-me se existiria algum problema resultante da minha intenção, aconselharam-me a não as perturbar durante muito tempo, escondido e bem camuflado num canto não as iria afectar, disseram-me também que dado o avançado estado de crescimento das crias já não há grandes hipóteses de abandono por parte dos progenitores, se estivessem no inicio da postura, aí sim era perigoso!
Hoje, lá fui eu, com a maquina o tripé e o camuflado. Ao escurecer  instalei-me num canto e pronto lá fiquei à espera. O palheiro rapidamente mergulhou numa penumbra assim para o fantasmagórico e as crias começaram a emitir as suas vocalizações (uns sopros assobiados), e nada dos adultos. Ao fim de 30 minutos já estava farto de esperar, eis que do nada pousa uma delas no buraco do portão por onde entram,  deixei de respirar para não a assustar, disse para comigo, "vá pousa na viga ou no caixote, que eu tiro-te uma foto e vou me embora", não fez nada disso teve a feliz ideia de pousar numa manjedoura ficando  a um curtíssimo metro de mim, congelei literalmente,  se me mexo para lhe apontar a câmara, ela vai-se, optei apenas por ficar a olha-la desejando que não partisse , ao mesmo tempo chega o que eu penso que fosse o macho, o atrevido peneirou sobre mim a inspeccionar a coisa, senti na cabeça o vento do bater das suas asas, juntou-se à companheira que me enfrentava numa retórica de gritos, estalidos, sopros e assobios, estiveram nisto uns bons 2 minutos até que se foram deixando bem claro que eu estava ali a mais. Arrumei a  "tralha" e deixei-as em paz.


No regresso a casa, em jeito de brinde estava este grandioso Bufo-real (Bubo bubo) no meio da estrada.
De olhar assustado, mas sem perder a pose de super predador enfrentou os faróis do carro durante algum tempo, apenas o suficiente para tirar três fotografias que valem apenas pelo modelo e pelo momento.
Num vou silencioso desapareceu na escuridão, deixando para trás a sua presa, um coelho- bravo.
Interrompi-lhe o jantar mas não era a minha intenção =(


27 de fevereiro de 2011

Melro- azul (Monticola solitarius)

Guardião solitário de uma fraga ou de um velho castelo, o melro-azul faz-se muitas vezes notar pelo seu canto assobiado. 
É geralmente visto à distância, empoleirado no alto de uma fraga ou de uma muralha.

Quando li esta descrição, disse para mim mesmo, " é que não falha mesmo nada!"


O primeiro encontro foi fugaz, ouvi o seu assobio, apercebi-me que estava relativamente próximo, mas não o via, foi então que olho para cima e lá estava ele, tive tempo ainda para o fotografar, mal me viu desapareceu, não tive tempo para o identificar, fiquei com impressão que era um Melro- preto mas diferente, isto porque não fazia ideia que esta espécie ocorresse por estas paragens.


No segundo estava concentradíssimo em mim pensei eu, mas não, era na pressa que ele estava a reparar, talvez por isso não tenho notado a minha presença.


 Faz do Castelo de Moura a sua casa e é o terror das lagartixas que por ali andam, como se pode ver na ultima fotografia.


22 de fevereiro de 2011